05/01/2014

NA VÉSPERA DO NATAL


Exatamente na véspera de Natal, eu corri ao mercado para comprar os últimos presentinhos, que eu não havia conseguido comprar antes.

Quando eu vi todas aquelas pessoas no mercado, comecei a reclamar comigo mesma: Isto vai demorar a vida toda, e eu ainda tenho tantas coisas para fazer, outros lugares para ir. “O natal está ficando pior a cada ano. Como eu gostaria de poder apenas me deitar, dormir e só acordar após tudo isso”.

Sem notar, eu fui andando até a seção de brinquedos, e lá eu comecei a bisbilhotar os preços, imaginando se as crianças realmente brincam com esses brinquedos tão caros.

Enquanto eu olhava a seção de brinquedos, eu notei um garoto de mais ou menos cinco anos pressionado uma boneca contra o peito. Ele acarinhava o cabelo da boneca e olhava tão triste, e fiquei tentando imaginar para quem seria aquela boneca que ele tanto apertava.

E o menino virou-se para uma senhora próximo a ele e disse: Vovó, você tem certeza que eu não tenho dinheiro suficiente para comprar esta boneca?

A senhora respondeu: Você sabe que o seu dinheiro não é suficiente, meu querido!

E ela perguntou ao menino, se ele poderia ficar ali olhando os brinquedos por cinco minutos, enquanto ela iria olhar outra coisa.

O pequeno menino estava segurando a boneca em suas mãos. Finalmente eu comecei a andar em direção ao garoto e perguntei para quem ele queria dar aquela boneca.

E ele respondeu: “Esta é a boneca que a minha irmã mais adorava, e queria muito ganhar neste Natal. Ela estava tão certa que o Papai Noel traria esta boneca para ela este ano”.

Eu disse: “Não fique tão preocupado, eu acho que o Papai Noel irá trazer a boneca para sua irmã”.

Mas ele triste me disse: “Não, o Papai Noel não poderá levar a boneca onde ela está agora. Eu tenho que dar esta boneca pra minha mãe, assim ela poderá dar a boneca à minha irmã, quando ela for lá”.

Seus olhos se encheram de lágrimas enquanto ele falava: “Minha irmã teve que ir para junto de Deus. O papai me disse que a mamãe também irá embora para perto de Deus em breve. Então eu pensei que a mamãe poderia levar a boneca com ela e entregar a minha irmã”.

Meu coração quase parou de bater. Aquele garotinho olhou para mim e disse: “Eu disse ao papai para dizer a mamãe não ir ainda. Eu pedi a ele que esperasse até eu voltar do mercado”.

Depois ele me mostrou uma foto muito bonita dele rindo, e me disse: “Eu também quero que a mamãe leve esta foto, assim ela também não se esquecerá de mim. Eu amo a minha mãe e gostaria que ela não tivesse que partir agora, mas meu pai disse que ela tem que ir para ficar com a minha irmãzinha”.

Ai ele ficou olhando para a boneca com os olhos tristes e muito quietinho.

Eu rapidamente procurei minha carteira e peguei algumas notas e disse para o garoto:

“E se nós contássemos novamente o seu dinheiro, só para termos certeza de que você tem o dinheiro para comprar a boneca? E coloquei minhas notas junto ao dinheiro dele, sem que ele percebesse, e começamos a contar o dinheiro. Depois que contamos, o dinheiro daria para comprar a boneca e ainda sobraria um pouco”.

E o garotinho disse: “Obrigada Senhor por atender o meu pedido e me dar o dinheiro suficiente para compra a boneca”.

E ai ele olhou para mim e disse: “Ontem antes de dormir eu pedi a Deus que fizesse com que eu tivesse dinheiro suficiente para comprar a boneca, assim a mamãe poderia levar a boneca. Ele me ouviu .... e eu também queria um pouco mais de dinheiro para comprar uma rosa branca para minha mãe, mas eu não ousaria pedir mais nada à Deus”.

Ele me deu dinheiro suficiente para comprar a boneca e a rosa branca. Você sabe, a minha mãe adora rosas brancas?

Uns minutos depois, a senhora voltou e eu fui embora sem ser notada. Terminei minhas compras num estado totalmente diferente do que havia começado, entretanto não conseguia tirar aquele garotinho do meu pensamento.

Então lembrei-me de uma notícia no jornal local de dois dias atrás, quando foi mencionado que um homem bêbado numa caminhonete, bateu em outro carro, e que no carro estavam uma jovem senhora e uma menininha.

A criança havia falecido na mesma hora e a mãe estava em estado grave na UTI, e que a família havia decidido desligar as máquinas, uma vez que a jovem não sairia do estado de coma. E pensei, será que seria a família daquele garotinho?

Dois dias após meu encontro com o garotinho, eu li no jornal que a jovem senhora havia falecido. Eu não pude me conter e sai para comprar rosas brancas e fui ao velório daquela jovem...

Ela estava segurando uma linda rosa branca em suas mãos, junto com a foto do garotinho e com a boneca em seu peito.

Eu deixei o local chorando, sentindo que a minha vida havia mudado para sempre. O amor daquele garotinho por sua mãe e irmã continua gravado em minha memória até hoje.

É difícil de acreditar e imaginar que numa fração de segundos, um bêbado tenha tirado tudo daquele pequeno garotinho.

Preocupe-se um pouco com as outras pessoas, antes de sair dirigindo bêbado pelas ruas, e pegue as chaves daqueles que julgar necessário, você estará salvando outras vidas e a sua vida também.


"Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente". - William Shakespeare

AÇÃO DE DEUS


“Deus costuma usar a solidão
para nos ensinar sobre a convivência.

Às vezes, usa a raiva,
para que possamos compreender
o infinito valor da paz.

Outras vezes usa o tédio,
quando quer nos mostrar a importância da
aventura e do abandono.

Deus costuma usar o silêncio para nos
ensinar sobre a responsabilidade
do que dizemos.

Às vezes usa o cansaço,
para que possamos compreender
o valor do despertar.

Outras vezes usa doença,
quando quer nos mostrar
a importância da saúde.

Deus costuma usar o fogo, para nos ensinar
sobre água.

Às vezes, usa a terra,
para que possamos compreender o valor do ar.

Outras vezes usa a morte,
quando quer nos mostrar
a importância da vida”.


Fernando Pessoa


“A vida bem vivida e aquela que se sobrepõe a morte”.

A PRINCESA NOLA


Havia uma linda princesa chamada Nola. Todos os dias, quando o sol estava para se pôr,
ela cantava em gratidão por mais um dia. E todo o reino silenciava para ouvir sua linda canção.
Todos sentiam uma grande paz.

As crianças amavam a voz de Nola. A sua voz era um símbolo de amor dentro do reino.

Um dia, a voz de Nola silenciou. Nola não conseguia falar e nem cantar, e ninguém sabia o porquê.

O rei muito preocupado, pediu ajuda a todos os sábios do reino na tentativa de recuperar a voz de Nola.

Alguns traziam receitas caseiras, ervas consideradas milagrosas, outros a oravam. Mas nada surtia efeito e, assim, o reino caiu em profunda tristeza. As tardes já não eram tão especiais sem o canto de Nola.

E o tempo foi passando...

Nola não era mais vista ao entardecer, e o rei estava em prantos pela dor de sua filha.

Numa noite fria, o rei ouviu batidas na porta do castelo e ele próprio foi abri-la. Quando viu um pobre mendigo a pedir por comida: Senhor dá-me de comer, tenho muita fome.

O rei, vendo o pobre homem, ordenou que dessem de comer ao mendigo.

E então o mendigo disse ao rei: és um homem tão bondoso! Deste-me de comer quando eu mais precisava. Como posso retribuir tamanha generosidade?

E o rei, tristonho, olhou para a noite fria e disse: Não há nada que possas fazer. O meu maior desejo, ninguém pode realizar. Vá com Deus.

E assim, o mendigo saiu do castelo muito agradecido.

No dia seguinte o Rei ouviu sua filha chamá-lo. Subiu às pressas a escadaria do castelo e não acreditou ao ver que Nola havia recuperado sua voz.

E o reino inteiro festejou pelo milagre ocorrido com Nola. Poderiam ouvir sua voz ao entardecer e os dias seriam felizes novamente.

E o rei, em sua tamanha alegria, começou a questionar quem teria feito tal milagre. Foi quando lembrou-se do mendigo que havia estado em seu castelo na noite anterior. Ele tinha um olhar diferente quando falou em retribuir ao rei pela comida dada.

Sim, procurem aquele homem, por que se foi ele quem fez tal milagre, devo agradecer-lhe.

E então, saíram em busca do mendigo e o encontraram na floresta:

- És o mendigo que o rei procura?

E o mendigo falou: - Como está o rei?

Então és tu quem realizou o milagre?

Como conseguiste?

Nada fiz senhor.

Apenas pedi a Deus com amor que desse ao rei o que lhe faltava. E quando pedimos com amor, nem mesmo Deus pode nos negar, pois, sendo Ele o amor, como poderia contrariar o Seu próprio pedido?


“Escreva suas mágoas em areia, sua gratidão em mármore”. - Benjamin Franklin

LENÇÓIS SUJOS


Um casal, recém-casados, mudou-se para um bairro muito tranqüilo.

Na primeira manhã que passavam na casa, enquanto tomavam café, a mulher reparou em uma vizinha que pendurava lençóis no varal e comentou com o marido:

- Que lençóis sujos ela está pendurando no varal! Está precisando de um sabão novo. Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!

O marido observou calado.

Três dias depois, também durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e novamente a mulher comentou com o marido:

- Nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos! Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!

E assim, a cada três dias, a mulher repetia seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal.

Passado um mês a mulher se surpreendeu ao ver os lençóis muito brancos sendo estendidos, e empolgada foi dizer ao marido:

- Veja, ela aprendeu a lavar as roupas, será que a outra vizinha lhe deu sabão? Porque eu não fiz nada.

O marido calmamente lhe respondeu:

- Não, hoje eu levantei mais cedo e lavei a vidraça da nossa janela!


“Veja as qualidades e elogie; os defeitos logo desaparecerão”.

UMA LIÇÃO DE AMOR NO CAMPO DE BATALHA


Conta-se que, no tempo da guerra entre a Rússia e o Japão, certa tarde, após cessarem os bombardeios, junto à linha de fogo surgiu uma criança, com o olhar curioso e indagador, como quem procura descobrir um semblante amistoso naquele triste campo de batalhas.

Ao ver a pequena, um bravo soldado japonês, que podia dominar a língua eslavo-oriental, tomando em suas mãos calosas as acetinadas mãozinhas da criança, indagou com ternura:

- O que deseja, minha pequena? Está procurando algo no meio da tropa? Quem é você? De onde vem? Qual é o seu nome?

- Meu nome é Lina. Estou procurando o papai, que há muito tempo não vejo. Sinto tanta saudade. Desejava vê-lo agora.

- Que pena... O seu papai já não está mais aqui. Ele seguiu em frente. Posso lhe dar algum recado? Fale-me como ele é e vou procurá-lo e dar suas notícias. Está bem?

- É fácil distinguí-lo... Meu pai é alto, forte, tem olhos azuis como os meus e um bonito rosto barbado. Os cabelos também são loiros.

E a criança, esperançosa, tirou do bolsinho do avental uma foto do pai, dizendo sorridente:

- Dou-lhe esta foto para que o reconheça. Ele se chama Ivan.

O soldado, comovido, colocou o retrato no bolso da sua túnica e indagou com enorme carinho:

- Bem, agora qual é o recado que vai deixar comigo para o seu papai?

- Não é nenhum recado que eu quero que lhe dê...

- Então o que é? Pode falar que eu prometo fazer o que pede.

- Sim, eu quero que chegue juntinho dele e entregue esse meu beijo.

Assim dizendo, a pequena pulou ao colo do soldado e beijou-lhe o rosto umedecido pelas lágrimas e voltou correndo por onde havia chegado.

Durante toda aquela noite foi intenso o bombardeio e num assalto a tropa japonesa conquistou o inimigo. Os feridos começaram a serem recolhidos indistintamente. Nisto, aquele soldado japonês viu passar, carregado, um soldado cujas feições se assemelhavam muito às da criança. Tirou a foto do bolso e conferiu. Não havia dúvidas. Era ele. O soldado o chama:

- Ivan?

- O que deseja? - respondeu o russo ferido.

- Trago comigo um carinhoso beijo que Lina, sua filhinha lhe enviou.

Dizendo isto, beijou a fronte do inimigo ferido e o abraçou ternamente.

Não havia ali lugar para o ódio. Foi o que o soldado aprendeu com Lina.

Você carrega ódios desnecessários? Livre-se deles!


“Creio no riso e nas lágrimas como antídoto contra o ódio e o terror”. - Charles Chaplin

NÃO ESQUEÇA OS MAUS


A seguinte oração foi encontrada entre os pertences pessoais de um judeu, morto num campo de concentração:

“Senhor, não te lembres apenas dos homens de boa vontade; Lembra-Te também dos homens de má vontade.

Não Te lembres apenas das crueldades, sevícias e violências que eles praticaram: lembra-Te também dos frutos que produzimos por causa do que eles nos fizeram.

Da paciência, da coragem, da confraternização, da humildade, da grandeza de alma e da fidelidade que nossos carrascos terminaram por despertar em nossas almas.

Permite então, Senhor, que os frutos por nós produzidos possam servir para salvar as almas dos homens de má vontade”.


“Triste época em que vivemos! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. - Albert Einstein

O VERDADEIRO PODER


Era uma vez um guerreiro, famoso por sua invencibilidade na guerra. Era um homem extremamente cruel e, por isso, temido por todos. Quando ele se aproximava de uma aldeia, os moradores saiam correndo para as montanhas, onde se escondiam do malvado guerreiro. Ele subjugou muitas aldeias.

Certo dia, alguém viu ele se aproximar com seu exército de uma pequena aldeia, onde viviam alguns agricultores e entre eles um velhinho, muito sábio. Quando o pessoal escutou a terrível notícia da aproximação do guerreiro, tratou de juntar o que podia e fugir rapidamente para as montanhas. Só o velhinho ficou para trás. Ele já não podia fugir.

O guerreiro entrou na aldeia e foi cruel, incendiando as casas e matando alguns animais soltos pelas ruas. Até que chegou na casa do velhinho.

O velhinho, quando o viu se assustou.

O guerreiro, sem piedade, foi dizendo ao velhinho que seus dias haviam chegado ao fim. Mas, que lhe concederia um último desejo, antes de passá-lo pelo fio de sua espada.

O velhinho pensou um pouco e pediu que o guerreiro fosse com ele até o bosque e ali lhe cortasse um galho de uma árvore.

O guerreiro achou aquilo uma besteira.

- Esse velho deve estar gagá. Que último desejo mais besta. Mas, se esse era o último desejo do velhinho, havia que atendê-lo.

E lá foi o guerreiro até o bosque e com um golpe de sua espada, cortou um galho de uma árvore.

- Muito bem! - disse o velhinho - o senhor cortou o galho da árvore, agora, por favor, coloque esse galho na árvore outra vez.

O guerreiro deu uma grande gargalhada, dizendo que esse velho deve estar louco, pois todo mundo sabe que isso já não é mais possível, colocar o galho cortado na árvore outra vez.

O velhinho então lhe respondeu:

- Louco é você que pensa que tem poder só porque destrói as coisas e mata as pessoas que encontra pela frente. Quem só sabe destruir e matar, esse não tem poder. Poder tem aquela pessoa que sabe juntar, que sabe unir o que foi separado, que faz reviver o que parece morto. Essa pessoa tem verdadeiro poder.


“Não é o poder que corrompe o homem; o homem é que corrompe o poder”. - Ulysses Guimarães

A BALANÇA


Uma pobre senhora, com visível ar de derrota estampado no rosto, entrou num armazém, se aproximou do proprietário, conhecido pelo seu jeito grosseiro, e lhe pediu fiado alguns mantimentos.

Ela explicou que o seu marido estava muito doente e não podia trabalhar, e que ela tinha sete filhos para alimentar.

O dono do armazém zombou dela e pediu que se retirasse do seu estabelecimento.

Pensando na necessidade da sua família ela implorou:

– “Por favor senhor, eu lhe darei o dinheiro assim que eu tiver”.

Ao que ele lhe respondeu que ela não tinha crédito e nem conta na sua loja.

Em pé, no balcão ao lado, um freguês que assistia a conversa entre os dois se aproximou do dono do armazém e lhe disse que ele deveria dar o que aquela mulher necessitava para a sua família por sua conta.

Então o comerciante falou meio relutante para a pobre mulher:

– “Você tem uma lista de mantimentos?”.

– “Sim”, respondeu ela.

– “Muito bem, coloque a sua lista na balança e o quanto ela pesar, eu lhe darei em mantimentos!”.

A pobre mulher hesitou por uns instantes e com a cabeça curvada, retirou da bolsa um pedaço de papel, escreveu alguma coisa e o depositou suavemente na balança.

Os três ficaram admirados, quando o prato da balança com o papel desceu e permaneceu embaixo.

Completamente pasmo com o marcador da balança, o comerciante virou-se lentamente para o seu freguês e comentou contrariado: “eu não posso acreditar!”.

O freguês sorriu e o homem começou a colocar os mantimentos no outro prato da balança.

Como a escala da balança não equilibrava, ele continuou colocando mais e mais mantimentos até não caber mais nada.

O comerciante ficou parado ali por uns instantes olhando para a balança, tentando entender o que havia acontecido.

Finalmente, ele pegou o pedaço de papel da balança e ficou espantado pois não era uma lista de compras e sim uma oração que dizia:

“Meu Senhor, o senhor conhece as minhas necessidades e eu estou deixando isto em suas mãos”.

O homem deu as mercadorias para a pobre mulher no mais completo silêncio, que agradeceu e deixou o armazém.

O freguês pagou a conta e disse:

“Valeu cada centavo”.

Só mais tarde o comerciante pôde reparar que a balança havia quebrado. Entretanto, só Deus sabe o quanto pesa uma oração.


“Alguns pensamentos são preces. Há momentos em que, qualquer que seja a posição do corpo, a alma está de joelhos”. - Vítor Hugo

PREVISÕES


Como você lida com os obstáculos que o mundo apresenta em sua caminhada?

Como você recebe as oposições das pessoas, em relação a suas habilidades, ao seu potencial?

Do que realmente somos capazes?

Alguns casos célebres de previsões e julgamentos do mundo que deram errado, talvez, possam iluminar estas reflexões e inspirar nossa jornada:

- Após o primeiro teste cinematográfico de Fred Astaire, o memorando do diretor de testes da MGM, datado de 1933, dizia assim: Não sabe representar! Ligeiramente calvo! Dança um pouco. Astaire conservou este memorando pendurado sobre a lareira, em sua casa.

- Beethoven segurava o violino desajeitadamente e preferia tocar suas próprias composições, ao invés de aperfeiçoar sua técnica. Seu professor julgava-o um compositor sem futuro.

- Os pais do famoso cantor de ópera Enrico Caruso, queriam que ele fosse engenheiro. Seu professor lhe disse que ele não tinha voz e que não poderia cantar.

- Um dos professores de Albert Einstein o descreveu como, mentalmente lento, insociável e eternamente mergulhado em seus sonhos imbecis.

- Louis Pasteur foi apenas um aluno mediano nos estudos do ensino fundamental. Ficou em décimo quinto lugar entre os 22 alunos de química.

- Dezoito editores recusaram a história de 10.000 palavras de Richard Bach sobre a gaivota sublime. Finalmente, em 1970, uma editora resolveu publicá-la. Em 1975, já havia mais de sete milhões de exemplares vendidos, apenas nos Estados Unidos.

Todos esses expoentes mostraram ao mundo que seu julgamento estava errado. Mostraram que somos nós apenas, na intimidade de nossa força de vontade, de nosso brilhantismo secreto, os únicos aptos para saber do que realmente somos capazes.


“Obstáculos são aquelas coisas medonhas que você vê, quando tira os olhos de seu objetivo”. - Henry Ford

O VENDEDOR DE BALÕES


Era uma vez um velho homem que vendia balões numa quermesse. Evidentemente, o homem era um bom vendedor, pois, deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares, atraindo, desse modo, uma multidão de jovens compradores de balões.

Havia ali perto um menino negro. Estava observando o vendedor e, é claro, apreciando os balões.

Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco.

Todos foram subindo até sumirem de vista.

O menino, de olhar atento, seguia a cada um. Ficava imaginando mil coisas, mas uma coisa o aborrecia, o homem não soltava o balão preto.

Então, aproximou-se do vendedor e lhe perguntou:

- Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria como os outros?

O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse:

- Não é a cor filho, é o que está dentro dele que o faz subir.


“Nossa geração não lamenta tanto os crimes dos perversos, quanto o estarrecedor silêncio dos bondosos”. - Martin Luther King