05/01/2014

O ÊXODO


A arqueologia tem sido a maior amiga dos historiadores e estudiosos bíblicos na procura de locais e objetos que possam evidenciar o trajeto dos hebreus. Já são muitas as evidências encontradas no Egito e na Arábia Saudita.
No último século arqueólogos redescobriram evidências sobre a escravidão dos hebreus, as pragas e a fuga do Egito. A pintura abaixo é uma entre outras encontradas nas paredes da tumba de um comandante chamado Khnumhotep II (século XIX A.C.) onde estão registradas a entrada de um grupo de cerca de 37 palestinos (de barbas) trazendo suas mulheres, crianças, arcos, flexas, lanças, harpas, jumentos e cabras caracterizando que não se tratava de uma invasão, por causa da submissão aos egípcios (mulatos).





A figura n° 115 (imagem abaixo) da publicação The Ancient Near East in Pictures (Pritchard) mostra inscrições no Egito sobre o trabalho escravo (século XV A.C.) na fabricação de tijolos e na construção (Êxodo 1.11-14). Alguns textos egípcios mencionam cotas de tijolo e uma falta de palha, como em Êxodo 5.6-19.





Há sinais das pragas nas ruínas da antiga cidade de Avaris e no chamado "papiro de Ipuwer" encontrado no Egito no início do último século, levado para o Museu de Leiden na Holanda sendo decifrado por A.H. Gardiner em 1909. O papiro completo está no Livro das Advertências de um egípcio chamado Ipuwer. Este descreve motins violentos no Egito, fome, seca, fuga de escravos com as riquezas dos egípcios e morte ao longo da sua terra. Pela descrição ele foi testemunha das pragas como as do Êxodo. A tabela abaixo compara os relatos de Ipuwer e Moisés:



Papiro de Ipuwer
Êxodo de Moisés


2.5- 6 A praga está por toda região. Sangue em toda parte.

2.3 Certamente, o Nilo inunda mas não querem arar para ele.

2.7 Certamente, foram enterrados muitos mortos no rio; a corrente está como uma tumba.

2.10 Certamente, o rio está ensanguentado, e quando se vai beber dele, passam longe as pessoas e desejando água.


3.10-13 Essa é a nossa água! Essa é a nossa felicidade! O que faremos a respeito? Tudo são ruínas. 7.20 …e todas as águas do rio se tornaram em sangue.

7.21 ...os peixes que estavam no rio morreram, e o rio cheirou mal, e os egípcios não podiam beber da água do rio; e houve sangue por toda a terra do Egito.

7.24 ...os egípcios cavaram poços junto ao rio, para beberem água; porquanto não podiam beber da água do rio.

5.6 Certamente, as palavras mágicas foram descobertas (nas câmaras sagradas), os encantos e os encantamentos eram ineficazes por que são repetidos pelas pessoas.
8.18-19 Também os magos fizeram assim com os seus encantamentos para produzirem piolhos, mas não puderam...

2.10 Certamente, portões, colunas e paredes são consumidos pelo fogo.

10.3-6 A casa real inteira está sem os seus servos. Ela tinha a cevada e o trigo, os pássaros e os peixes; tiveram roupas brancas e linho bom, cobre e azeites;

1.4 ...os habitantes dos pântanos possuem proteções;

6.1-3 A pessoa se alimenta da erva arrastada pela água... Para as aves não se encontra grão nem erva... a cevada pereceu em todas as estradas.

5.13 Certamente o que podia ser visto ontem, desapareceu. A terra está abandonada por causa da esterilidade e igualmente o corte de linho.
9.23-24 ...e fogo desceu à terra ... havia saraiva e fogo misturado...

9.25-26 ...a saraiva feriu, em toda a terra do Egito, tudo quanto havia no campo, tanto homens como animais; feriu também toda erva do campo, e quebrou todas as árvores do campo. Somente na terra de Gosen (pântanos do Delta) onde se achavam os filhos de Israel, não houve saraiva.

9.31-32 ...o linho e a cevada foram danificados, porque a cevada já estava na espiga, e o linho em flor; mas não foram danificados o trigo e o centeio, porque não estavam crescidos.

10.15 ...nada verde ficou, nem de árvore nem de erva do campo, por toda a terra do Egito.



5.5 Certamente, todos os rebanhos de cabras têm os corações chorando; os gados reclamam por causa do estado da terra....

9.2-3 ... e da mesma maneira os rebanhos vagaram sem pastores ... os rebanhos vão desnorteados e nenhum homem pôde reuni-los. Cada um tenta trazer os que foram marcados com o seu nome.


9.3 ...eis que a mão do Senhor será sobre teu gado, que está no campo. sobre os cavalos, sobre os jumentos, sobre os camelos, sobre os bois e sobre as ovelhas; haverá uma pestilência muito grave.

9.19 ...manda recolher o teu gado e tudo o que tens no campo; porque sobre todo homem e animal que se acharem no campo, e não se recolherem à casa, cairá a saraiva, e morrerão.

9.21 ...mas aquele que não se importava com a palavra do Senhor, deixou os seus servos e o seu gado no campo.

9.11 ... não amanheceu...
10.22 ... e houve trevas espessas em toda a terra do Egito por três dias.



4.3 (5.6) Certamente, os filhos dos grandes são lançados contra a parede.

6.12 Certamente, as crianças dos grandes foram abandonadas nas ruas;

2.13 Certamente, as pessoas diminuíram e quem põe seu irmão na terra encontra-se em qualquer lugar.

3.14 É um gemido que há pela terra, misturado com lamentações.


12.29 ...feriu todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó, que se assentava em seu trono, até o primogênito do cativo que estava no cárcere, e todos os primogênitos dos animais.

12.30 ...e fez-se grande clamor no Egito, porque não havia casa em que não houvesse um morto.

7.1 Veja, certamente o fogo ascendeu às alturas e o seu queimar sai contra os inimigos da terra.


13.21 ... e de noite numa coluna de fogo para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite.
3.2 Certamente, ouro, lápis azul, prata, turqueza, cornalina e bronze... é colocado no pescoço das escravas...
12.35-36 ...e pediram aos egípcios jóias de prata, e jóias de ouro, e vestidos.....de modo que estes lhe davam o que pedia; e despojaram aos egípcios.

7.2 Veja, quem havia sido enterrado como um falcão está em um caixão de madeira; aquilo oculto na pirâmide estava vazio.


Assim morreu José, tendo cento e dez anos de idade; e o embalsamaram e o puseram num caixão no Egito. (Gênesis 50.26)


13.19 Moisés levou consigo os ossos de José...


Outra evidência da passagem dos hebreus pelo Egito foi a descoberta do Vale das Inscrições (Wadi Mukattab) na Península do Sinai.





Uma das inscrições feitas por hebreus descreve com detalhes a fuga pelo Mar Vermelho. As inscrições foram feitas em hebraico antigo em pedras e arqueólogos e pesquisadores ainda não sabem dizer quem são seus autores. Há também hierogrifos egípcios a respeito das minas de turqueza da região de Serabit El Khadim, inscrições de mineiros Canaãnitas e Nabateanos, em grego, latim e árabe ao longo do vale.
O explorador Charles Forster publicou estes achados em seu livro "Sinai Photographed" em 1862. Ele concluiu que estas inscrições eram uma combinação de alfabetos hebreus e egípcios que descrevem o êxodo. A foto abaixo foi tirada em 1857 por Francis Frith.





A mais recente descoberta sobre a passagem dos hebreus no Egito foi apresentada em 2003 quando 2 arqueólogos israelitas concluíram estudos dos anos 30 na parte ocidental do Nilo onde a Universidade do Instituto Oriental de Chicago estava fazendo escavações em Medinet Habu, área do sul da necrópole de Tebas. Arqueólogos descobriram evidências de algumas cabanas semelhantes às casas de 4 quartos predominantes na Palestina durante toda a Idade do Ferro (1200-586 A.C.).





Historiadores antigos e famosos também relataram a passagem dos hebreus no Egito: Flavio Josefo, historiador judeu do 1° século D.C., em sua obra Josefo Contra Apion - I, 26, 27, 32 menciona dois sacerdotes egípcios: Maneto e Queremon que em suas histórias sobre o Egito nomearam José e Moisés como líderes dos hebreus. Também confirmaram que migraram para a "Síria sulista", nome egípcio da Palestina.
Diodoro Siculo, historiador grego da Sicília (aproximadamente 80 a 15A.C.) escreveu que "antigamente ocorreu uma grande pestilência no Egito, e muitos designaram a causa disto a Deus que estava ofendido com eles porque havia muitos estranhos na terra, por quem foram empregados rito estrangeiros e cerimônias de adoração ao seu Deus. Os egípcios concluíram então, que a menos que todos os estranhos se retirassem do país, nunca se livrariam das misérias".
Herodoto, historiador grego entitulado o Pai da História, escreveu o livro "Polymnia". Na seção c.89 escreve: "Essas pessoas (hebreus), por conta própria, habitaram as costas do Mar Vermelho, mas migraram para as partes marítimas da Síria, tudo que é distrito, até onde o Egito, é denominado Palestina". São localizadas as costas do Mar Vermelho, em parte, hoje o Egito, enquanto são localizadas as partes marítimas de Síria antiga, em parte, o atual Estado de Israel.


A Rota O caminho para a terra dos filisteus (faixa de Gaza) era o mais curto mas para não haver confrontos a ordem foi seguir pelo caminho do deserto próximo do Mar Vermelho (Êxodo 13.17). Mesmo assim, até hoje a verdadeira rota do Êxodo é discutida e as 3 principais teorias são:





Teoria Tradicional - normalmente aceita por católicos, judeus e evangélicos. Com algumas variações com relação ao lugar exato da travessia do Mar Vermelho, defende que os hebreus teriam contornado a península do Sinai, sem sair do Egito.
Localizado no Egito por indicação do Imperador Justiniano, o tradicional Monte Sinai vem sendo usado como ponto turístico. As Bíblias atuais mostram mapas indicando lugares por onde poderia ter passado o povo Hebreu mas sem nenhuma comprovação ou evidência arqueológica. A sua localização é longe de Midiã, hoje região noroeste da Arábia Saudita.

Teoria de Ronald Wyatt - já aceita por muitos atualmente pela sua quantidade de evidências. Acredita que até o Mar Vermelho os hebreus caminharam pelo tradicional "Caminho dos Reis" atravessando o Golfo de Ácaba.
Anestesista, arqueólogo amador americano e adventista. Foi o pesquisador mais contestado, criticado e até perseguido principalmente por não ser formado em arqueologia. Contudo, o único que realmente conseguiu reunir o maior número de evidências. Em 1984 fotografou (cerca de 400 fotos) e filmou (12 horas de gravação) a região árabe mas teve o material apreendido pelas autoridades locais (suspeitavam ser um espião judeu) pois não queriam que suas descobertas fossem divulgadas. Após 8 anos de oração conseguiu reaver todo o material enviado pelos próprios árabes! Naquele momento estava hospedado num hotel na praia de Nuweiba, Egito. Morreu em Agosto de 1999.

Teoria de Emanuel Anaty - a mais recente, a mais rejeitada e a menos conhecida. Acredita que os hebreus teriam seguido o caminho para a Palestina.
Arqueólogo italiano que descobriu no deserto do Neguebe o Monte Carcom, que em hebraico significa "Monte de Deus". Sua localização é longe de Midiã. Pode ter sido um dos acampamentos hebraicos durante os 40 anos de peregrinação mas sem provas suficientes para afirmar. Situa-se entre Edom e o Egito, caminho para o Delta do Nilo utilizado por muitos quando havia fome na atual região Jordaniana.


A Travessia do Mar Vermelho Durante muito tempo dizia-se que a travessia teria sido num lago ao norte do Mar Vermelho chamado de Mar de Juncos ou Lagos Amargos onde hoje foi aberto o Canal de Suez. Mas acredita-se que se dava este nome ao Golfo de Ácabe, um dos braços do Mar Vermelho.
Em 1988 o explorador americano Bob Cornuke defendeu a teoria de que a travessia teria sido no Estreito de Tiran, na entrada do Golfo de Ácaba, onde existe uma "ponte de terra" ("landbridge" em inglês) no nível do mar entre o Egito e a Arábia Saudita. Para ele a maré baixou e mais tarde subindo afogou os egípcios, ou seja, um evento natural. Porém, não foram encontradas evidências para comprovar sua teoria e o local é relativamente raso não sendo suficiente para afogar um exército de mais de 600 homens! A foto abaixo mostra o local.
Moisés foi claro em relatar o que viu: um vento oriental penetrou no mar formando "muros de água". É bem diferente de uma "ponte de terra"! Um evento sobrenatural provado pela arqueologia!





Mas o local onde se obteve mais indícios da travessia foi a praia de Nuweiba no Golfo de Ácaba, no Egito. É a única praia no Mar Vermelho com área suficientemente grande para suportar a quantidade de hebreus acampados (mais de 2 milhões além dos animais e objetos).
Até este ponto calcula-se que o povo hebreu teria caminhado mais de 300km durante 6 dias praticamente sem parar! Havia alimento para apenas 7 dias (Êxodo 13.6-8).
A imagem abaixo mostra uma vista aérea da praia onde está a pequena cidade de Nuweiba, onde o aluguel de equipamentos de mergulho para passeios submarinos é uma das principais atividades turísticas.





Foto de satélite ampliada da região. Os caminhos brancos são estradas entre os montes. Os hebreus e os egípcios vieram do norte (Êxodo 14.2).



Outra evidência é a planície do fundo do mar nesta área. As imagens abaixo foram montadas por mapeamento topográfico, e mostram que o mar é profundo ao sul (1700 m) e ao norte (900 m) da praia formando uma espécie de ponte submersa (cerca de 110 m de profundidade)! No fundo foram encontradas rochas agrupadas em linha reta na beira desta planície fazendo-a parecer uma estrada.
A distância entre a costa egípcia e a árabe é de cerca de 18 Km e calcula-se que a largura do caminho feito pelo afastamento das águas tenha aproximadamente 900 metros. Levando-se em consideração o forte vento nas laterais e que uma pessoa leve 3 horas e meia para percorrer essa distância, estima-se que a travessia de quase 3 milhões de pessoas possa ter levado umas 6 horas.





Na foto de satélite as medidas de profundidades são relacionadas entre si (os valores são razões).





Neste mapa a distância está em metros. A parte mais profunda da travessia assinalada é de 109m. Notar que ao norte tem 948 metros e ao sul 1720 metros, formando assim uma "ponte submersa".





A foto abaixo mostra a vista, ao nível do mar, para a praia de Nuweiba ao entardecer. Ao amanhecer os hebreus teriam visto imagem semelhante logo após o afogamento dos egípcios.





Possivelmente teria sido aqui ou um pouco mais para o lado esquerdo, a festa dos hebreus (Êxodo 15.1-21) pois foi neste local onde foi encontrada uma coluna comemorativa erguida por Salomão. Ao fundo está a praia onde estavam acampados antes da travessia.





Esta outra mostra o local onde Faraó teria avistado o acampamento dos hebreus na praia antes da travessia (Êxodo 14.9-10). É o único caminho para a praia.





Foram encontradas duas colunas em estilo fenício sendo uma na praia do lado egípcio (Nuweiba) e outra do lado árabe. A primeira encontrada foi no lado egípcio em 1978 onde havia uma inscrição em hebraico destruída pela erosão (a parte inferior estava no mar) praticamente ilegível. A segunda, em 1984, no lado árabe e idêntica, tem a mesma inscrição em hebraico e legível com as palavras: Egito; Salomão; Edom; morte; faraó; Moisés; e Jeová significando que foi erguida por Salomão, em honra a Jeová, e dedicada ao milagre da travessia do Mar Vermelho por Moisés e a destruição do exército egípcio. Semanas depois a coluna foi retirada e colocada um marcador-bandeira em seu lugar. Os árabes não apreciam estrangeiros pesquisando em sua terra, principalmente judeus e americanos.
Durante o reinado de Salomão, Israel foi uma potência no Oriente Médio onde obteve o controle marítimo da região (1 Reis 9.26 e II Crônicas 8.17). Há uma referência em Isaías 19.19 que acredita-se ser a coluna do lado egípcio.


No Egito




Na Arábia antes...




... e depois!



O local da praia onde se iniciou a travessia: A base da coluna estava sob a água e foi removida por soldados israelenses para atrás da estrada que beira a praia. Israel ocupou a região da península do Sinai entre 1967 e 1982.
O vento com força sobrenatural veio do lado árabe (das montanhas ao fundo), na direção do povo, mas se dividiu em duas correntes de ar separando as águas sob a forma de muros que, afastados criaram um caminho sem água (Êxodo 14.22). Dependendo da altura da maré no dia, esses muros de água chegavam a cerca de 100m na parte mais profunda, no meio da travessia. Quando o vento parou, a pressão do retorno das águas foi suficiente para matar e afogar os egípcios! Notar no mar a pouca profundidade no início da travessia pela sua tonalidade mais clara e a parte mais escura onde é mais profundo.





Periódicamente pesquisadores mergulham no local da travessia buscando materiais como ossos, cascos, rodas, restos dos carros egípcios entre outros objetos. É normal o mergulho de turistas em busca das belas paisagens submarinas e alguns até encontram esses materiais.
Abaixo estão alguns dos achados no fundo do mar em profundidades de até 60m a partir de 1978:

Fêmur humano




Agrupamento de costelas humanas



Alinhamento das rochas localizado na lateral da travessia. O caminho criado pelo afastamento das águas ficou limpo de obstáculos!






Rodas e seus eixos encrostados de corais Foram encontradas rodas de 4, 6 e 8 raios. As rodas de 8 raios só foram fabricadas na 18a dinastia dos faraós. O rei do Egito usou toda a sua frota de carros (Êxodo 14.6-7) com todos os tipos de rodas existentes.







As rodas folheadas com metal (ouro com prata) cuja madeira se decompôs com o tempo, provavelmente eram dos carros dos oficiais, praticamente não foram cobertas pelos corais. Uma relíquia arqueológica!







Reconstituição retirando os corais de uma roda de 8 raios. Nota-se a ausência de um deles.




Roda de 6 raios com eixo. Um detetor de metais submarino acusou presença de ferro.




Os Hicsos, povo semita que conquistou e dominou parte do Egito durante cerca de um século, introduziram os carros de guerra no país. Foram expulsos pelo faraó Amósis (1540-1515 AC) alguns séculos antes do Êxodo. Esta mudança levou os hebreus à escravidão.

Foto de um carro egípcio da época. Era da 18a dinastia dos faraós e é notável a semelhança com as rodas encontradas no mar.




Passagem por Mara, Elim e Refidim
Depois de 3 dias chegaram a um local chamado Mara onde as águas eram amargas (Êxodo 15.23). Em 1988 o explorador Bob Cornuke e seu amigo Larry Williams encontraram uma fonte de águas amargas próximo ao Mar Vermelho. As fotos abaixo mostram o local.





O oásis de Elim onde haviam 12 fontes e 70 palmeiras (Êxodo 15.27).




Nos montes deste local arqueólogos Sauditas escavaram cavernas como a da foto abaixo. Informaram ao explorador Bob Cornuke que encontraram escrituras sobre a passagem de Moisés pelo local bem como as tumbas de Jetro e Zípora. Porém esta informação não foi confirmada.





A rocha em Horebe (Massá e Meribá), em Refidim, e uma vista da fenda por onde saía a água (Êxodo 17.6). Nota-se a erosão e o alisamento provocados pela nascente. Sua localização é próxima ao Monte Sinai (Êxodo 3.1), a menos de 24h a pé (Êxodo 19.1-2).







Ficaram alguns dias em Refidim. Foi aqui que Zípora, mulher de Moisés e seus 2 filhos (Gérson e Eliézer nascidos em Midiã) voltaram para casa contando a seu pai Jetro, como foi a fuga do povo. Em seguida, com seu pai e seus filhos, retornou para Moisés (Êxodo 18.1-4).
Também neste local ocorreu a guerra contra os amalequitas (Êxodo 17.8-13).

Na foto, o altar de Moisés "Jeová-Níssi" (O Senhor é Minha Bandeira) localizado cerca de 200m da rocha (Êxodo 17.15).





O Monte Sinai
A nomeação do tradicional Monte Sinai no Egito surgiu quando o Imperador Justiniano edificou o Monastério de Santa Catarina no ano de 527, dois séculos depois de Helena, mãe do Imperador Constantino, ter construído uma pequena igreja no mesmo vale, na península do Sinai, embora não tenha indícios arqueológicos nem relatos bíblicos do local. Mas em Êxodo 3.12 deixa claro que o monte verdadeiro fica fora do Egito e que Moisés esteve lá pastoreando quando vivia com seu sogro em Midiã.
O tradicional Monte Sinai é visitado durante séculos por turistas e religiosos. O vale é pequeno e não tem espaço para acomodar mais de 2 milhões de hebreus (600 mil eram de homens que foram a pé) com seus animais e objetos.
A foto de satélite e o mapa mostram o trajeto defendido e em grande parte comprovado por Ronald Wyatt. O local chamado Etham (ou Etã) é próximo da cidade hoje conhecida como El Thamad.





O mapa abaixo mostra o trajeto pós-travessia. Notar que os hebreus voltaram a acampar em outro local do Mar Vermelho (Golfo de Ácaba) após terem saído de Elim (Números 33.10).





Em Êxodo 3.12 confirma que o Monte Sinai localiza-se fora do Egito e que Moisés esteve no local quando apascentava as ovelhas de Jetro, seu sogro e sacerdote de Midiã, região noroeste da Arábia (Êxodo 3.1). Portanto o Monte Sinai não poderia ser tão distante do local onde Moisés vivia, como vem sendo informado durante séculos.
Depois de realizadas buscas nas áreas da rota do Êxodo a partir de 1761, foi então encontrado na Arábia Saudita o que se chama hoje de o verdadeiro Monte Sinai. Neste lugar bastante amplo existem evidências mostradas nos livros de Moisés como pode-se ver nas fotos abaixo tiradas em 1984. Em Gálatas 4.25 confirma que o Monte Sinai fica na Arábia! Em árabe a região montanhosa se chama "Jebel El Lawz" e os árabes beduínos da região a chamam de "Jebel Musa" (Montanha de Moisés).







O local é até hoje conhecido como Horebe (Wadi Hurab)! Na verdade uma cadeia de montes que formam um "C" semelhante a um anfiteatro conforme mostra o mapa abaixo.





Mapa da região - Horebe em cor de laranja



O pico do monte está "queimado" (carbonizado) conforme descrito em Êxodo 19.18-20, 24.17 e Deuteronômio 4.11. Exploradores quebraram algumas rochas e comprovaram que são de granito e escuras apenas por fora! É o local mais alto da região (mais de 60 metros de altura). Fica ao centro e na parte traseira da montanha.




Vista do pico para Refidim.
A rocha com a fenda está localizada no monte menor no centro da foto.


A foto de satélite abaixo mostra a diferença geográfica entre o tradicional Monte Sinai em AZUL (na península do Sinai), e o encontrado com evidências em AMARELO (na Arábia Saudita). Em VERDE a praia onde acamparam os hebreus e a travessia do Mar Vermelho (no Golfo de Ácaba).




Outra foto de satélite com mais detalhes




A Primeira Terra Santa dos Hebreus (Êxodo 3.5)
Outras evidências encontradas no local onde os hebreus teriam permanecido por cerca de 2 anos recebendo as leis e os estatutos. A foto mostra a vista para a área sagrada e para o arraial.
A: Casa da Guarda Árabe. Ao tomarem conhecimento das descobertas os árabes reconheceram a importância do local, declarando-o um sítio arqueológico.
B: Altar do Bezerro de Ouro (Êxodo 32.5,19). Situado ao pé de um monte pertencente a Horebe em frente ao Sinai a cerca de 1500 metros deste.
C: As doze colunas (Êxodo 24.4).
D: Altar de terra ao pé do monte (Êxodo 20.24 e 24.4).
E: Barreira de poços feita por Moisés para delimitar a área sagrada (Êxodo 19.23). O arraial dos hebreus situava-se atrás, da esquerda para a direita cobrindo toda a área entre os montes.

É evidente o contorno (em azul) da marca deixada pelo ribeiro que descia do monte até o arraial (Deuteronômio 9.21).



A água descia e acumulava nos poços dando condições ao povo de viver no local. Foram encontrados diversos vestígios desses poços


Platô de onde foi tirada a foto da área sagrada e do arraial em 1984.



No monte em frente ao pico existem pedras em forma de tábuas (Êxodo 24.12). Notar que há uma árvore crescendo entre as pedras. Logo abaixo destas existe uma caverna (parte escura um pouco abaixo do centro da imagem). Acredita-se ser a mesma na qual Elias se refugiou quando temeu a Jezabel (1 Reis 19.8-9), espôsa do rei israelense Jeroboão.




Vista de dentro da caverna. Talvez tenha sido usada por Moisés


Mapa arqueológico do local



As partes restantes das doze colunas e do altar (Êxodo 24.4). Os árabes o desmontaram levando parte das pedras para uma mesquita na cidade de Hagl assim que as autoridades tomaram conhecimento das descobertas de Ronald Wyatt. Moisés é reconhecido pelos árabes como profeta.





O altar do bezerro de ouro feito por Arão (Êxodo 32.5) que foi reconhecido pelas autoridades árabes como um tesouro arqueológico, sendo vigiado por guardas.





Muitos desenhos (petroglífos) de vacas e touros no estilo egípcio foram encontrados no altar. Os árabes ficaram admirados com a descoberta pelo fato deste estilo não ter sido achado em qualquer outro lugar na Arábia Saudita. Aqui estão alguns deles:










Todo esse tesouro arqueológico foi encontrado conservado e praticamente intacto devido ao fato da região ser no meio do deserto, longe de oásis como o de Elim, ainda existente.

Al Bad - Moradia de Jetro?
Um antigo mapa encontrado na Arábia mostra que a cidade de Al Bad teria sido o local onde o sogro de Moisés morava provando que o sacerdote de Midiã era conhecido e respeitado.
Está localizada a sudoeste do Monte Sinai e no mapa maior está assinalada pela seta inferior.







A foto abaixo mostra a região onde Moisés viveu 40 anos com sua nova família depois de fugir do Egito



Outro Monte Sinai?
Recentemente foi sugerido um "terceiro Monte Sinai" no deserto do Neguebe na fronteira entre Israel e o Egito, chamado de Monte Carcom que em hebraico significa "Monte de Deus" e fica entre o Golfo de Ácabe e o Mediterrâneo. Foram encontrados acampamentos circulares feitos com pedras, um desenho com 10 retângulos em uma pedra (foto abaixo) e 12 pedras posicionadas lado a lado em forma de colunas.





Mas em Êxodo 13.17-18 relata que os hebreus foram para o oriente pelo caminho do sul, próximo ao Mar Vermelho, basicamente a mesma direção que tomou Moisés quando fugiu do Egito. A diferença é que desta vez Deus mandou Moisés voltar e ir até a praia.
O monte Carcom pode ter sido lugar de um dos acampamentos de Moisés como nos dos montes Sefer e Hor (Números 33.23 e 37), por exemplo. Todos esses montes podem ter outros nomes nos dias de hoje. Além disso o que contraria as descobertas é a datação feita do local: 2200 AC, ou seja, cerca de quase mil anos antes do êxodo, antes até mesmo de Abraão! Não há evidências suficientes para afirmar que o povo hebreu tenha acampado naquele local.

Imagens de Satélite da Região





Conclusão
De todos os achados e descobertas estas são incontestáveis: As colunas comemorativas no local da travessia, os restos dos carros dos egípcios a mais de 30m de profundidade e o pico do monte carbonizado.


Reportagens do jornal Discovery Times
sobre os achados arqueológicos





Autores Diversos

DERROTA E VITÓRIA


Números 13:25-33

Introdução: Vivemos em um mundo onde as vitórias acontecem, mas as derrotas também acontecem. Se um time de futebol ganha o outro perde; se no tribunal, um ganha, o outro perde. E isso é recebido pelas pessoas nas mais variadas formas; enquanto um fica alegre, o outro fica triste; enquanto um acha que foi abençoado outro pensa que foi desamparado. Na teologia da prosperidade, experimentar uma derrota é estar em pecado, longe de Deus, pois ensinam que o crente não pode perder, pois com Cristo é vitorioso sempre. Derrotas existem e não devemos fugir, pois elas fazem parte de nosso viver. Não devemos, portanto, nos deixar derrotar pelas perdas em nossas vidas.
As vitórias também são parte do nosso cotidiano, elas também agem em nossas vidas de modos diferentes. Mas uma pessoa não vive só de vitórias. Vitórias e derrotas nos habitam.
Precisamos aprender a olhar para a derrota sem derrotismo e usufruir a vitória sem arrogância, pois tanto a derrota como a vitória nos habitam.


As realidades encontradas no texto. No texto lido encontramos duas realidades.
1- Positiva: “Relataram a Moisés e disseram: Fomos à terra a que nos enviaste; e verdadeiramente mana leite e mel; este é o fruto dela” V. 27.
A terra é muito boa! Excelente! Foi a noticia que trouxeram ao povo.

2- Negativa: “O povo porém, que habita nesta terra é poderoso, e as cidades mui grandes e fortificadas; também vimos ali os filhos de Anaque. Os Amalequitas habitam na terra do Neguebe; os Heteus, os Jebuseus e os Amorreus nas montanhas; os Cananeus habitam ao pé do mar e pela ribeira do Jordão” V, 28 e 29.
O povo que nela habita é monstruoso! É formado de gigantes.
Existe uma sensação de vitória, pois a terra é boa; e logo a sensação de derrota, não vai dar certo, porque tem um povo poderoso lá.


Habitando com a derrota. A atitude dos 10 espias foi concentrada não no positivismo e na possível vitória, mas no negativismo, pois viram derrota como coisa concreta.
1- Confessaram a derrota antes de serem derrotados. “Porém os homens que com ele tinham subido disseram: não poderemos subir contra aquele povo” v.31.
É triste ver alguém confessando sua incapacidade antes de ir à luta. Não posso; não vou conseguir; não vai dar certo; não alcanço….isso é confessar a derrota antes de enfrentar o inimigo.

2- Ressaltaram os defeitos e os problemas ao invés das coisas boas. “ E diante dos filhos de Israel, infamaram a terra que haviam espiado, dizendo: A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra que devora os seus moradores; e todos os homens que vimos nela são de grande estatura” V.32. Infamaram a terra.

3- Aumentaram as dificuldades. “também vimos ali gigantes…e éramos, aos nossos próprios olhos, como gafanhotos e assim também éramos aos seus olhos” v.33.
Sequer haviam sido vistos pelos Anaquitas.

4- Conseqüência. O povo se revoltou contra Moisés, foi tomado pelo pessimismo, desânimo e incredulidade. Foram terrivelmente castigados…


”Levantou-se, pois, toda a congregação e gritou em voz alta; e o povo chorou aquela noite. Todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão; e toda a congregação lhes disse: Tomara, tivéssemos morrido na terra do Egito ou mesmo neste deserto” Num. 14:1 e 2.
Todos desanimaram por causa de 10 infelizes espias. Uma pessoa pessimista é derrotada e consegue levar uma multidão à derrota, a murmuração e ao desespero.


Habitando com a vitória. A atitude de Josué e Calebe foi otimista. E acreditavam nas promessas de Deus. E baseados nestas promessas viam as possibilidades de conquistar a terra de Canaã.
1- Afirmação positiva.


“E falaram a toda congregação dos filhos de Israel, dizendo: A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra muitíssimo boa” Nm. 14:7
Estes homens eram otimistas, e criam na vitória; e tentaram convencer a multidão de que a terra era boa.

2- Criam nas promessas de Deus.


“Se o Senhor se agradar de nós, então nos fará entrar nesta terra e no-la dará, terra que mana leite e mel” Nm. 14:8.
O povo não entrou porque não creu; a fé dos dois não minimizou as dificuldades, mas colocou a questão da vitória sob a vontade de Deus. “Se o Senhor quiser” E o Senhor queria. Mas o negativismo levou o povo a peregrinar pelo deserto durante 40 anos; até que toda aquela geração incrédula morresse.
O que o texto nos ensina?
a) A DERROTA pode ser fruto de uma atitude negativa e incrédula.


“Disse o Senhor a Moisés: Até quando me provocará este povo e até quando não crerá em mim, a despeito de todos os sinais que fiz no meio deles?” Nm. 14:11.
b) A DERROTA é também fruto da desobediência.


“Nenhum dos homens que, tendo visto a minha glória e os prodígios que fiz no Egito e no deserto, todavia, me puseram a prova já 10 vezes e não obedeceram a minha voz, nenhum destes virá a terra que, com juramento, prometi a seus pais, sim, nenhum daqueles que me desprezaram a verá”. Nm. 14:22 e 23.
c) Tornamo-nos VITIMAS de nossas palavras e visão.


“Até quando sofrerei esta má congregação que murmura contra mim? Tenho ouvido as murmurações que os filhos de Israel proferem contra mim. Dize-lhes: Por minha vida diz o Senhor, que como falaste aos meus ouvidos, assim farei a voz outros….Neste deserto cairá o vosso cadáver…” Nm. 14:27 a 29.
Precisamos acreditar nas promessas de Deus e ir em frente na certeza de que tudo é vitória em nossas vidas.

Autor: Pastor Izaias Aquino

VOZES VINDAS DO CÉU


Lucas 3.21-22 – 9.35 – João 12.27-30

INTRODUÇÃO

1.Que Jesus é o verdadeiro Messias de Deus, pode ser provado por várias razões:
Pelas centenas de profecias que apontaram para a sua vinda ao mundo – O VT é uma preparação para a sua vinda ao mundo.
Pelos seus milagres extraordinários – Os cegos viram, os paralíticos andaram, os leprososo eram purificados e os mortos ressuscitavam.
Pelos seus ensinos excelentes – Suas palavras são espírito e vida. Ninguém jamais falou como ele. Ele ensinava com autoridade.
Pela sua ressurreição – Ele venceu a morte.
Pela voz celestial – Três vezes o Pai quebrou o silêncio e falou audivelmente do céu, testificando que Jesus era o Seu Filho amado, o Messias.

I. VEJAMOS QUANDO AS VOZES DO CÉU FORAM OUVIDAS 1.Os anjos proclamaram o seu nascimento. Os sábios viram a sua estrela, mas a voz do céu não foi ouvida durante os trinta anos da sua vida. A primeira voz veio no começo do seu ministério, em seu batismo. A segunda voz veio no meio do seu ministério no Monte de Transfiguração. A terceira no fim do seu ministério, quando estava à sombra da cruz. Jesus ouviu a voz do céu no começo, no meio e no fim do seu ministério. Seu ministério públicou começou, continuou e terminou sob o divino testemunho do Pai.

2.Todas as três vezes que a voz do céu foi proclamada foi no contexto da morte de Cristo. A primeira vez, no Jordão, Jesus foi apresentado como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. O Cordeiro foi imolado para a nossa redenção. A segunda vez, foi no Monte de Transfiguração, quando Moisés e Elias falavam para Jesus sobre a sua partida para Jerusalém, o seu seja, sua caminhada para o Calvário. A terceira vez foi no Templo, na mesmo momento em que Jesus falava que tinha vindo ao mundo para morrer pelos nossos pecados.

3.Todas as três vezes que a voz do céu foi ouvida foi também no contexto de oração. No Jordão o céu se abriu porque Jesus orou. Ele orou, o céu se abriu, o Pai falou e o Espírito Santo desceu. Na Transfiguração, Jesus orou, o seu rosto transfigurou-se, a nuvem de glória apareceu e o Pai falou. No Templo, Jesus orou e o Pai falou dizendo que estava sendo glorificado no Filho e que ainda seria mais glorificado em sua morte. A vida de Jesus era o palco onde se manifestava a glória de Deus.

4.A primeira vez que o Pai falou dizendo que Jesus era o seu Filho Amado foi antes da TENTAÇÃO NO DESERTO. Ele providencia para nós poder, consolo e segurança antes de nos permitir passar pelos desertos da tentação. O diabo quis colocar dúvida no coração de Jesus sobre sua filiação, mas Jesus já havia ouvido o testemunho do céu, antes de ouvir a voz tentadora de Satanás.

5.A segunda vez que o Pai falou foi antes da grande jornada dos setenta discípulos na grande cruzada de evangelização das cidades. Os doze já tinha curado enfermos, expulsado demônios e feito muitos milagres portentosos. Mas agora a obra precisa enlarguecer-se. Mais obreiros precisavam ser envolvidos. Os céus deram a Jesus uma prova de sua Filiação antes do Senhor estender suas agências de misericórdia. Assim, também, quando o Senhor nos chama para trabalhos maiores, mais arrojados, nós devemos também nos colocar a parte em retiro de oração e então recebemos conforto e capacitação para fazer a obra.

6.O terceiro testemunho celestial veio para o Senhor exatamente antes do seu sofrimento e da sua morte. Naquela semana ele seria preso, torturado, castigado, ultrajado, condenado, crucificado. Naquela semana ele seria cuspido, ferido, e levado diante do Sinédio, do Palácio romano, da multidão e exposto ao espetáculo público no Gólgota. Naquela semana Jesus iria dizer: “Minha alma está profundamente triste até a morte” e também “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”. Mas de passar pelo calvário Jesus recebe a confirmação do Pai de que sua vida e sua morte estavam trazendo glória para o seu nome.

7.A primeira voz veio a Jesus quando ele estava numa atitude de OBEDIÊNCIA. Ele não precisava ser batizado. O batismo de João era para arrependimento. Ele não tinha pecado. João entendeu isso: “Eu é que preciso ser batizado por ti.” Mas Jesus obedeceu o Pai e identificou-se conosco. E como nosso fiador e representante, ele assumiu o nosso lugar. Levou sobre si a nossa culpa, o nosso pecado e foi batizado por se identificar conosco, para cumprir a lei e satisfazer a justiça divina. Quando você está no caminho da obediência filial você ouve a voz do céu dando testemunho que de fato você é filho de Deus.

8.A segunda atestação vinda do céu veio ao Jesus quando ele estava num RETIRO DEVOCIONAL DE ORAÇÃO. Jesus subiu o monte de Transfiguração para orar. Ele tinha fome de Deus. Ele tinha prazer e deleite na vida de oração. Para ele a comunhão com o Pai era mais importante que o sucesso do ministério. Nós jamais poderemos triunfar em público no ministério se nós não tivermos intimidade com Deus em oração. Ouvimos pouco a voz de Deus, porque temos poucos retiros devocionais para estarmos a sós com o Pai.

9.O terceiro testemunho veio ao nosso Senhor quando estava engajado nas lides do MINISTÉRIO. Ele estava pregando no Templo, quando o Pai respondeu a sua oração. Precisamos entender que a obediência e a oração não anula a necessidade de estarmos engajados na obra da pregação. O ministério público é tão aceitável a Deus como as horas secretas de oração. Não negligencie a obediência, não negligencie a oração, mas não se esqueça de fazer a obra de Deus. Quando obedecemos ao Senhor, ouvimos sua voz e fazemos sua obra ouvimos a sua voz.


II. VEJAMOS PARA QUEM AS VOZES DO CÉU FORAM PROCLAMADAS 1.Na primeira vez, no BATISMO a voz do céu veio apenas para Jesus e João Batista. João era o amigo do noivo que anunciava a chegada do noivo. Ele dizia para as multidões: “Eu batizo com água, mas após mim vem aquele que é mais poderoso do que eu. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.” Apenas João ouviu aquela voz, mas através dele ela foi ouvida por toda a Judéia.

2.Na segunda vez, na TRANSFIGURAÇÃO o testemunho teve um círculo mais amplo. Pedro, Tiago e João estavam presentes. Também estavam Moisés e Elias, representantes da lei e dos profetas. Assim, a lei, os profetas, os apóstolos representando a igreja cristã, todos estavam ouvindo o testemunho do Pai de que Jesus era o Seu Filho, o seu eleito, e que todos deveriam ouvi-lo.

3.Na terceira vez, no TEMPLO a voz do Pai foi ouvida por uma multidão. A multidão ouviu, mas não discerniu. Uns pensaram que a voz de Deus foi apenas um fenômeno natural: Um trovão. Outros pensaram que a voz de Deus foi uma manifestação mística: Um anjo. Na verdade o testemunho que Deus dá a respeito do seu Filho está se expandindo.

4.Os três testemunhos foram dados da seguinte maneira: O primeiro testemunho do céu foi dado ao maior de todos os homens: “Entre os nascidos de mulher ninguém foi maior do que João Batista”. Mas a voz revelava alguém maior do que ele. O Filho do Deus eterno. O segundo testemunho foi ouvido pelo melhor dos homens: o grande legislador, o grande profeta e os mais nobres dos apóstolos. Mas a voz deu testemunho de alguém maior do que eles: O Filho de Deus, o eleito de Deus, a quem eles deveriam ouvir. O terceiro testemunho ecoou no mais santo lugar, o Templo, mas a voz deu testemunho de alguém que era maior e mais santo do que o templo mais santo. Em todos os três lugares: No Jordão, no Monte e no Templo foi magnificado acima e além de todos os outros, como o santo, amado e escolhido Filho de Deus!


III. VEJAMOS COM QUE FINALIDADE DEUS DEU O TRÍPLICE TESTEMUNHO A CERCA DO SEU FILHO 1.O primeiro testemunho de Deus, no JORDÃO foi acerca da FILIAÇÃO ETERNA de Jesus: “Tu és o meu Filho amado”. Jesus não veio ao mundo como os patriarcas, os profetas ou mesmo aos apóstolos, como meros filhos de homens. Jesus é o Filho do eterno Deus. Ele é Deus. Co-igual, co-eterno e consubstancial com o Pai. Ele e o Pai são UM. Ele é o Verbo eterno, pessoal e divino. Antes de iniciar o seu ministério Jesus foi ungido como o eterno e divino Filho de Deus.

2.O segundo testemunho de Deus, no MONTE DA TRANSFIGURAÇÃO foi com a finalidade de que seus discípulos O OUVISSEM. O propósito de Deus é que ouçamos os ensinos de Jesus e sigamos sua doutrina. Suas palavras são Palavras de Vida. “Para quem iremos nós, só tu tens Palavras de Vida eterna”. Veja o testemunho que Pedro deu dessa experiência da Transfiguração: 2 Pedro 1:16-19.

3.O terceiro testemunho, no TEMPLO foi um testemunho do sucesso da sua obra.


“Pai, glorifica o teu nome. Então, veio uma voz do céu: Eu já o glorifiquei e ainda o glorificarei” (Jo 12:28).

Jesus veio ao mundo satisfazer a justiça de Deus e revelar o seu amor, e então glorificar o Pai. O Pai estava dizendo para Jesus: “Em tua vida passada jás tens glorificado o meu nome. Tua descida do céu, tua vida de trinta anos de obediência, todas as todas as tuas obras que tu fizeste nos três anos de ministério, tudo tem trazido glória para o meu nome. E eu ainda o glorificarei. No meio das gotas de sangue do Getsêmani, no meio dos terrores do pátio do palácio de Herodes, no meio das agonias da cruz, eu ainda glorificarei meu nome. Sim, em tua ressurreição, em tua ascensão, em tua majestade à minha destra, em teu julgamento dos vivos e dos mortos eu ainda glorificarei o meu nome. Assim, essas três vozes pode sem vistas como um testemunho da pessoa do Filho, da obra do Filho e do sucesso do Filho em sua missão redentora.

4. Essas três vozes confirmam o tríplice ofício de Cristo. João Batista veio pregando o Reino. Na primeira ocasião, Jesus foi proclamado em seu BATISMO como o cabeça de um novo Reino. Jesus assim, foi apresentado como Rei. Na segunda ocasião, na TRANSFIGURAÇÃO a voz do céu disse: “A ele ouvi”. Assim Deus estava apontando Jesus como o Profeta. Na terceira ocasião, no TEMPLO Jesus foi apresentado como sacerdote. Ele estava no meio dos sacerdotes, no templo onde os sacrifícios eram oferecidos. Jesus oferece-se a si mesmo como o sacrifício perfeito, orando para que o seu sacrifício glorificasse o Pai. Ele recebeu o testemunho que Deus tinha sido glorificado nele e ainda seria glorificado novamente.


IV. VEJAMOS COMO O TRÍPLICE TESTEMUNHO DE DEUS FOI DADO 1.O primeiro testemunho, no JORDÃO, quando Jesus foi batizado o céu se abriu, o Espírito desceu e o Pai falou. A obediência de Jesus à vontade e ao propósito do Pai abriu o céu para nós. Nossas orações podem agora ascender a Deus e todas as bênçãos podem descer para nós e sobretudo, oEspírito Santo desceu para ficar eternamente conosco. A obediência de Cristo identificando-se conosco e satisfendo toda a justiça de Deus, abriu o céu para nós. A obediência de Cristo cumprindo o propósito do Pai em se tornar o Cordeiro que tira o pecado do mundo, abriu-nos no céu.

2.O segundo testemunho, no MONTE DA TRANSFIGURAÇÃO o céu não se abriu. A voz de Deus veio da nuvem. Aquela nuvem era uma representação da mediação de Cristo. Quando Deus fala, ele pode falar como falou no Sinai. Houve trovões e relâmpagos. O monte tremeu e fumegou e o povo temeu. Agora podemos ouvir a voz de Deus com deleite. Agora Deus fala conosco em Cristo. A mediação de Cristo é o meio que Deus nos fala.

3.O terceiro testemunho, no TEMPLO nem o céu se abriu nem houve nuvem luminosa. Houve apenas a voz do céu. A glória de Deus se manifesta completamente na vida e morte de Cristo.

4.No JORDÃO a voz de Deus foi a apresentação de Jesus como a essência do Evangelho. Os pais da igreja diziam que queremos ver a Trindade devemos ir ao Jordão. Mas podemos dizer que se queremos ouvir o Evangelho também devemos ir ao Jordão. “Este é o meu Filho amado, em quem tenho todo o meu prazer”. O Evangelho é Jesus. Deus tem todo o prazer em Jesus. Quando você está em Cristo Deus tem o seu prazer em você. Isso é o Evangelho. Quando o pecador entrega-se a Cristo e está em Cristo, Deus tem nele todo o seu prazer. Ele é justificado. Deus não se deleita em você por causa dos seus méritos, obras ou virtudes. Deus se deleita em você por causa do seu Filho.

5.No MONTE DA TRANSFIGURAÇÃO temos não apenas o Evangelho, mas a ordem do Evangelho: “Ouçam-no”. A fé vem pelo ouvir. A salvação vem pelo ouvir não ensinos de homens, não doutrinas de homens, mas ouvir Cristo. Lá estavam Moisés e Elias, mas ordem foi: Ouçam a Jesus. Jesus é maior do que Moisés e Elias. Ele é o Deus encarnado. Ele é o Salvador. Fora dele não há salvação.

6.No TEMPLO temos não o evangelho ou os preceitos do evangelho, mas o resultado do Evangelho: “Eu já o tenho glorificado e ainda mais o glorificarei.” É através do Evangelho que Deus é glorificado. Deus tem glorificado seu nome através do evangelho e ainda o glorificará. Isso deve nos motivar a pregar esse glorioso evangelho, como Jesus estava fazendo no Templo.


V. VEJAMOS AS CIRCUNSTÂNCIAS EM QUE O TRÍPLICE TESTEMUNHO DE DEUS FOI DADO 1.Em cada uma das ocasiões que o Pai falou a Jesus, seja no JORDÃO, seja no MONTE, seja no TEMPLO Jesus estava orando. A oração era a alma do ministério de Jesus. Porque ele orou o céu se abriu. Porque ele orou seu rosto resplandeceu. Porque ele orou, o Pai o glorificou. Se queremos ouvir o testemunho interno de Deus de que somos filhos de Deus precisamos conhecer a intimidade de Deus através da oração. Se queremos ouvir a voz de Deus, precisamos primeiro alçar nossa voz ao céu.

2.Em cada uma das ocasiões o sofrimento expiatório de Cristo foi colocado diante dos seus olhos. No JORDÃO ele se identificou conosco e foi apresentado como o CORDEIRO DE DEUS QUE TIRA O PECADO DO MUNDO. No MONTE Moisés e Elias falam da sua partida para Jerusalém. O êxodo do povo, o calvário, a cruz. No TEMPLO Jesus está na semana da sua morte. Ele já estava com a sua alma angustiada. Estava no limiar do Calvário.

3.Em cada uma das ocasiões que Jesus recebeu a voz do Pai, ele estava honrando o Pai. No BATISMO ele honrou o Pai pela obediência. No MONTE ele honrou o Pai pela vida devocional de oração. No TEMPLO ele honrou o Pai pela sua entrega à morte. Se nós queremos ouvir a voz de Deus e se queremos que Deus seja honrado em nossas vidas, precisamos obedecer o Pai, precisamos ter intimidade com o Pai e precisamos oferecer nossa vida para a realzação dos propósitos do Pai.


CONCLUSÃO
Devemos receber o testemunho que Deus deu acerca do seu próprio Filho com firme convicção: O homem de Nazaré é o eterno Filho de Deus. O filho de Maria é o salvador do mundo. Ele é o caminho para a salvação e não há outro.
Se o Pai nos ordenou a ouvi-lo, devemos ouvi-lo com profunda reverência. Ouvir sua Palavra, seus preceitos e seus mandamentos com deleite, com alegria, e sobretudo, com incondicional obediência.
Devemos ouvir a Jesus com alegre confiança. Se o Pai enviou o Seu Filho para ser o nosso substituto, representante, Salvador, Senhor, devemos confiar nele de todo o nosso coração e descansar a nossa alma em seus braços eternos.


Autor: Rev. Hernandes Dias Lopes

O PADRÃO PODRE DO MUNDO É ACEITO NO MEIO CRISTÃO


Lucas 19.45-48

"Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis,... (2 Timóteo 3:1).

Chegamos aos últimos dias. É fim. Jesus está às portas. São tempos trabalhosos, difíceis, dias de engano e apostasia. É difícil SER cristão. O amor de muitos já esfriou e tantos já abandonaram o Evangelho, seguindo doutrinas de demônios. O joio já está no meio da plantação e já tem crescido e sufocado o trigo. O pecado há muito tem sido aceito no meio do povo cristão e tem recebido o nome de “tabu”, “preconceito”, “posição teológica”, ou, para os que querem aparentar-se mais espirituais: “minha revelação”.

A Palavra de Deus tem sido colocada em segundo plano. Caso o que Ela diga e estabeleça seja favorável ao desejo do coração, é tida como absoluta. Caso contrário, é desprezada, prevalecendo a opinião, o costume, o consenso daqueles que sempre estão prontos a apoiar o pecado, a bem da felicidade do corpo e da alma (Laodiceia). Há tantos “evangelhos”, tantos “cristos”, tantos quantos sejam suficientes para satisfazerem os gostos dos chamados “seguidores de Jesus” nestes dias.

O padrão do mundo penetrou de tal forma, que uma seleta minoria dentro de cada congregação realmente vive e procura viver com fidelidade a Palavra, não se importando com o que tem a perder, nem com as críticas da maioria que há muito já se assentou na roda dos escarnecedores. Se este cenário não representa o “como nos dias de Noé”, nada mais terá este poder. As famílias cristãs deixaram de ser referência de como se vive para a glória de Deus. Divórcio, recasamento, crises, falta de amor e perdão, filhos rebeldes, pais sem rédeas, maridos sem autoridade e mulheres cheias dela são comuns nas famílias que se auto-proclamam cristãs apenas porque frequentam reuniões que mais servem para cultuar o ego, a alma, do que a Deus (que não se satisfaz com a aparência). O relacionamento entre os solteiros é permeado pela carnalidade, impureza, lascívia, corpos entregues à prostituição (que hoje é gratuita). A santidade é relegada a algo do passado ou uma qualidade para poucos no presente.

Que tristeza! A televisão, com suas imoralidades, ataques frontais à Palavra, à credulidade e à fé tem recebido maciça audiência dos que se dizem seguidores daquele que “não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano”. As mulheres não se vestem mais de justiça, mas buscam seguir a última moda. Não bastasse o que se põe sobre o corpo, a preocupação de hoje é moldar o próprio corpo conforme os ditames da moda. O sentimento luciferiano é tão forte que o complexo de inferioridade, de feiura é comum nas mulheres (e já muitos homens) que se dizem seguidores de Cristo. Esqueceram-se que diante de Deus todos estão nus, desvendados e que Ele procura achar em nós vestes de justiça. Não tenha dúvida, é o fim.

Dentro em breve Jesus voltará a terra. Todavia “o juízo deve começar pela casa de Deus...”. E quem tem esperança na volta de Cristo (poucos estão vigilantes hoje), e cuja esperança seja fruto da obra do Espírito em sua vida, só tem uma atitude: buscar a purificação, a santificação (“aquele que tem esta esperança, a si mesmo se purifica”). Irmão, responda diante de Deus: - Por que escondes o pecado, porque ainda finges para os outros uma espiritualidade e um relacionamento com Deus que sabes não possuir?

- Por que ainda alimentas a mente com impurezas e coisas que não convêm a santos,assentando-se com os escarnecedores, ao vivo ou pela TV, internet, literatura ou músicas do mundo? Jesus está contigo nessas horas? Podes afirmar isto?

- Por que tua aparência é tão mundana? E por que te preocupas tanto com ela? O que adianta estar limpo o exterior do copo, estando sujo o interior? Por que cultivas tantos valores nascidos no coração do príncipe das trevas? Por que pensas em ganhar o mundo, sendo ambicioso, gastando tempo com coisas materiais para satisfação dos planos que você mesmo elaborou e relegas a segundo ou nenhum plano a tua vida com Deus e o teu serviço para Ele?

- Por que os que convivem contigo sequer deduzem que és cristão através de tuas atitudes ou se já sabem que és, não encontram em ti a vida de Cristo?

- Por que te contentas em ser apenas ouvinte da Palavra? Pensas que escaparás do Juízo de Deus dizendo aos outros que não façam o mal e tu mesmo praticando?

- Por que não ordenas a tua casa, homem, assumindo a posição delegada a ti por Deus, de ser cabeça e sacerdote? E tu, mulher, por que não te submetes a teu marido como ao Senhor? Quem cria os teus filhos? A babá, a tv, a escola, os parentes? São criados na doutrina e disciplina do Senhor? Por que murmuras? És uma operosa dona de casa ou achas que tal papel te diminui? Esqueceste que o Juiz sempre está perto e que sonda os corações?

- E tu, filho, por que insistes na desobediência, na independência, na desonra a teus pais? Respondes mal a teus pais? Retrucas, quando falam contigo? Esquecestes do Filho que foi obediente ao Pai até à morte e morte de cruz?

- Irmão, mentes no teu dia-a-dia? Dizes ‘não estou’ quando estás, ‘não fui eu’ quando foi, ‘não sei’ quando sabes? Dissimulas, inventa desculpas para não assumir tua responsabilidade? Não sabes que tais práticas procedem do maligno, que é o pai da mentira?

- Patrões, por que ainda sois injustos, grosseiros, sem misericórdia, usurpando o salário dos teus empregados? Não sabes que Deus tem pesado contra vocês todas estas coisas? Por que, empregados, sois desleixados, servis só na vista, falais mal das autoridades.

- Pastor, por que esquecestes de pregar e aplicar a Palavra? És mesmo pastor ou mercenário? Tua congregação está cheia de pecado, e tu te contentas com os números e a arrecadação financeira? Casas o divorciado? Aceitas os fornicários, chamados hoje de ’companheiros’ pela lei dos homens? Pensas mesmo que foste chamado para exibir tua oratória nas reuniões que promoves para agradar tua platéia? Esquecestes que o Juízo sobre ti será muito maior?

- Irmão, por que odeias o teu próximo? Não sabes que diante do Juiz tu és homicida? Por que cultivas a divisão e fazes questão de promovê-la onde estás? Falas mal de teus irmãos e líderes? Incitas outros contra Eles? Neste jardim és uma flor ou uma erva daninha?

Naquela cruz Cristo ao ser crucificado nos atraiu a Si, para nos fazer morrer nEle e ao terceiro dia nos deu a Sua própria vida, quando nos ressuscitou juntamente com Ele. Sem a morte do pecador no corpo de Cristo nunca haverá cristianismo verdadeiro, nunca! você já morreu com Cristo? A Bíblia é muito clara quando diz: "porquanto quem morreu está justificado do pecado" (Romanos 6:7). Que o Espírito Santo revele a verdade em seu coração. Amém!


Autor: Claudio Morandi 

MARIA - UMA TESTEMUNHA SILENCIOSA DO CRISTO


A posição de Maria, a mãe de Jesus, tem sido freqüentemente mal compreendida. Alguns a exaltaram à posição de rainha do céu, onde acreditam que ela funcione como uma mediadora, apresentando as petições dos fiéis. A Bíblia não oferece nenhum apoio a tal doutrina. Outros têm negado o significado ao seu papel como a única mulher na História que concebeu um filho sem um pai carnal. Negando o milagre do nascimento de Cristo, os incrédulos sugerem que Maria era uma mera mãe solteira.

No meio de tais idéias falsas a respeito da mãe de Jesus, é importante notar o poder de seu testemunho sobre seu filho. Numa hora em que quase todos os outros abandonaram Jesus, sua mãe permaneceu ao pé da cruz para ver seu primogênito morrer. Ela poderia ter bradado para admitir que a história de um nascimento virgem era uma mentira, e que seu filho era simplesmente um homem demente com uma noção errada de sua própria divindade. Mas Maria estava silenciosa. Ela permitiu que Jesus morresse porque ele cria 'como ela também' que ele era o Filho de Deus.

A última menção de Maria, na Bíblia, é encontrada am Atos 1:12-14, onde ela estava reunida com outros discípulos depois da ascensão de Jesus. A mãe de Jesus era, agora, sua seguidora. Ela partilharia com outros crentes os riscos de ser contada como uma cristã, uma crente nesse homem que nasceu de uma jovem virgem, em Belém, 33 anos antes.

Sem pronunciar nenhuma palavra, a própria presença de Maria junto à cruz e, mais tarde, entre os discípulos, oferece um poderoso testemunho da divindade de Cristo. O único humano que conhecia de primeira mão sua origem era uma seguidora de Jesus. Ela não é para ser venerada como a Mãe de Deus, mas é para ser imitada como uma fiel filha de Deus e serva de Jesus.


Autor: Dennis Allan

VIDA CRISTÃ ABUNDANTE- PARTE 2


O crescimento e a maturidade na vida cristãSobre o crescimento e a maturidade na vida cristã, encontramos, por exemplo, as passagens de 2 Pedro 2.2, João 6.63 e Mateus 6.11. Mas, a Bíblia fala ainda:

a) Da nutrição para o crescimento espiritual do crente (Hb 5.11-14).
b) Da maturidade em atraso no crente: “pelo tempo (...)” (Hb 5.12). Ler ainda 1 Coríntios 3.1-4.
c) Dos crentes subdesenvolvidos espiritualmente (1Co 13.11).

Todos são “meninos” na fé na fase da conversão; até o apóstolo Paulo o foi (Ef 4.13-15). Todos devem procurar atingir a maturidade cristã (Cl 1.28,29). Um crente sempre imaturo é um problema para ele mesmo e também para os outros.

Não devemos viver em meninice espiritual. Efésios 4.14 afirma: “Para que não sejamos mais meninos inconstantes (...)”. Crianças, no sentido físico, são relativamente fáceis de detectar; no sentido espiritual, também, havendo, é claro, exceções!


Vejamos a seguir alguns sinais de meninice espiritual do crente:a) A criança fala muito;
b) A criança, por natureza, é egoísta (tudo é “eu”; tudo é “meu”);
c) A criança brinca muito;
d) A criança “briga” muito;
e) A criança dorme muito (e dorme em qualquer lugar);
f) A criança gosta muito de ruído, de barulho (E gosta geralmente nos momentos mais impróprios para os adultos! Quanto mais barulho, mas a criança gosta!);
g) A criança gosta muito de doces (Pv 25.16,27; Lv 2.11), e doce engorda, e engordar não é crescer;
h) A criança é muito sentimentalista, vive pelo que sente; é muito sensível; chora por qualquer coisa; amua-se por qualquer coisa e amua-se num instante;
i) A criança é muito crédula, não questiona as coisas, crê em tudo sem argumentar e aceita tudo sem testar e sem discutir;
j) A criança não gosta de disciplina, não gosta de obedecer (Mas, saiba-se também que é impossível viver uma vida santa e vitoriosa apenas pela obediência à lei de Deus; é preciso também a predominância do Espírito Santo em nossa vida, para que, além de obedecer a Deus, agrademos a Deus);
l) A criança é fantasiosa, exagera as coisas, cria o seu mundo para si;
m) A criança pequena não tem equilíbrio, não tem firmeza, tropeça com facilidade, escorrega, cai;
n) A criança é imitadora, e imita, inclusive, o ato de trabalhar (brincando de trabalhar);
o) A criança é fraca em geral, jamais tem resistência como um adulto;
p) E a criança não entende coisas difíceis, coisas de gente grande (2Tm 3.16,17).

Como criança, devemos ser apenas no que diz respeito à simplicidade (Mt 18.3,4).

A Palavra de Deus (2Tm 3.16) é o principal instrumento da maturidade cristã. “Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra” (2Tm 3.17).


Autor: José Wellington