11/05/2014

BRINCADEIRA É COISA SÉRIA


Base bíblica: Pv 26: 18 – 19

“Como o louco que atira brasas e flechas mortais, assim é o homem que engana o seu próximo e diz: ‘Eu estava só brincando!’”

Ao cristão, é permitido brincar, divertir-se, dar boas gargalhadas?
Não apenas permitido, mas incentivado, como sinal de vida saudável. A Bíblia é, sem dúvida, um livro sério, mas não sem uma equilibrada e bela dose de bom humor.
1. Deus tem humor!
Você é capaz de lembrar situações engraçadas narradas nas escrituras? Eis algumas:

· Deus fazendo com que a mula, surrada pelo profeta, falasse ao vidente ganancioso – e ele ainda respondesse (Nm 22:28-30).

· A notícia entregue pelo anjo ao casal de velhinhos, que teriam um filho – o “ridículo” da situação só poderia dar numa risada fugida pelo canto da boca – sabe quando a gente não consegue segurar uma gargalhada num ambiente em que isso não é, exatamente, apropriado? Imagine sua vovozinha grávida... A família iria se divertir um bocado (Gn 18:1-15).

· A Igreja orando pela libertação do apóstolo Pedro (prisioneiro de Herodes), e ele, milagrosamente liberto por anjos, aparece na porta da casa onde a reunião aconteceu. A empregada, de tão assustada e alegre, corre à reunião, sem dar-lhe acesso. Ninguém acredita, dizem ser um fantasma. Não fora a insistência da mulher, teriam passado a noite suplicando a libertação daquele que já estava à porta. Esta é o que podemos chamar de “fé incrédula” (At 12: 1-19).

Posso ainda citar mais algumas, como por exemplo:

· Zaqueu (Lc 19: 1-4);
· Ou quando Davi (1Sm 24:3), escondido do rei Saul em uma caverna teve que agüentar a sua entrada na mesma caverna, não para achá-lo, mas para satisfazer suas necessidades fisiológicas. Que situação constrangedora...!

2. Princípios para uma brincadeira saudável:

· Não confundir divertir com desmoralizar;
· Não confundir divertir com ferir;
· Não confundir divertir com mentir;
· Não confundir divertir com dissimular.

O que não é brincar, implicando em imaturidade:

· Brincar ofendendo o outro, não é brincadeira, é preconceito.
· Brincar com o que é santo, não é brincadeira, é desrespeito.
· Brincar ferindo outro (moral, emocional, espiritual ou fisicamente), não é brincadeira, é agressão.
· Existe aquele que faz do brincar um estilo de vida. É aquele que só ri das tristezas ou vergonhas do outro. É aquele que “apronta” e ri às custas dos outros, que ofende achando que é diversão, que está tão alienado que acha tudo normal, acha tudo apenas "“uma brincadeirinha”. Brincar é uma coisa. Ser perverso, maldoso, ímpio é outra. Este está confundindo brincadeira com maldade (Pv 4: 14-17).

Vamos analisar algumas “brincadeirinhas”:

1. “Trote” em escolas e universidades (vocês lembram do jovem oriental que morreu afogado na piscina da USP, em São Paulo?).

2. As “brincadeiras” de acampamento – passar pasta de dente nas pessoas enquanto dormem (chamado “batismo” para os novatos); jogar alguém na piscina ou lago, desprevenido; atirar bombinha nos quartos; concurso dos “mais-mais” (o mais gordo, o mais feio, o mais antipático, o mais chato...).

3. Puxa a cueca ou baixar o calção de algum rapaz... Pior ainda se for com meninas...

Precisamos pensar um pouco sério sobre “brincadeira”.
Infelizmente, há pessoas que:

· Não conseguem “divertir-se com” (rir com) – preferem “rir de...
· Não sabem brincar sem ofender.
· Para se livrar das conseqüências, dissimulam, ao invés de se confessarem e se converterem!

Algumas pessoas não sabem se divertir de modo saudável e cristão, visto que não conseguem dar boas risadas sem afetar a dignidade e a moral de seus amigos. Usam brincadeiras que tocam freqüentemente na ferida aberta do preconceito, destacando deficiências, atropelando temas e situações sérias e, não poucas vezes, reduzindo a nada coisas santas e sagradas.

O desafio é que sejamos alegres, bem humorados e felizes, mas dentro dos padrões de Deus. Que sejamos bênção para as pessoas, de tal modo que até o nosso brincar seja para agradar ao Senhor.


A Ele a honra, a glória e o poder, para todo o sempre!