14/05/2014

HISTORIA DA TATUAGEM NO MUNDO



Pelos mortos não dareis golpes na vossa carne; nem fareis marca alguma sobre vós. Eu sou o Senhor.Levítico 19:28


 No Egito, a tatuagem tinha sentido médico ou mágico, as que se vêem na
múmia de uma sacerdotisa de Hathor (2.000 a.C.) seriam um exemplo desta
proteção, contra a gravidez, contra as doenças em geral. São linhas
horizontais, paralelas, postas à altura do estômago.

Múmias com sinais semelhantes a tatuagens tem sido encontradas no Vale do
Rio Nilo, tratar-se-ia, segundo especialistas, de prisioneiros, assim
marcados para não fugirem. Algumas tem, de fato, as mãos amarradas as
costas.

Tatuavam-se, também, as concubinas, bailarinas, cantoras, por coqueterie,
provavelmente.

Na Itália, fronteira com a Áustria, em 1991 foi encontrado um corpo
congelado com linhas paralelas ao longo da região lombar, uma cruz abaixo do joelho esquerdo e faixas no tornozelo direito, as medições arqueológicas
apontam para a data de 5300 a.C. A revista Time publicou a opinião de Konrad Spindler, chefe do Instituto de Pré-História de Innsbruck, Áustria, sobre as marcas do corpo encontrado: "Já que todas essas tatuagens estavam cobertas pela roupa, deveriam ter um significado pessoal para o homem e não tinham a função de identificação diante de outras tribos."  Na Trácia, segundo Heródoto, seria prerrogativa de aristocracia. Mas segundo Plutarco, as das mulheres, feitas nas mãos, lembrariam o sangue de Orfeu, que suas avós tinham derramado.

 Os citas, povo de características Helênicas e Iranianas, que habitaram a Ásia e Europa durante séculos, estavam dentre os primeiros povos a dominar a arte de cavalaria, seus exércitos eram compostos de homens livres que lutavam em troca de comida e vestimentas ( recebiam uma parte dos saques de guerra, caso apresentassem a cabeça cortada de algum inimigo). Possuíam rituais funerários complexos, os quais exigiam o sacrifício da viúva e de cavalos do falecido, exigiam também tatuagem no cadáver do soberano.

Tatuavam-se habitualmente.

 Os nativos da Polinésia, Filipinas, Indonésia e da Nova Zelândia
tatuavam-se em rituais complexos, muitas vezes por caráter religioso, aí a
arte conhecida por moko chegou a um alto grau de perfeição. 
 Na França, região de Dordogne, arqueólogos encontraram ferramentas
pontiagudas, feitas de pedras e chifres pertencentes à cultura Magdaleniana
(15 mil à 10 mil a.C.)

 Na Austrália, os aborígines reproduzem cicatrizes, as chamadas escarificações produzidas com cortes sucessivos, muitas vezes utilizando fuligem no corte para a formação da cicatriz.

 Incas, Maias e Astecas tatuavam-se com linhas e pontos, além dos símbolos
específicos, como, sol, lua e estrelas. Já foi assinalada a grande
semelhança entre os desenhos moko e os pré-colombianos.